A história divide a música, em dois ramos: A música sagrada e a música profana.Sagradas seriam as músicas tocadas e cantadas na igreja consequentemente as que estivessem fora deste contexto seriam intituladas profanas.Contudo a música mais antiga que conhecemos tanto sacra quanto profana, consiste em uma única melodia,com uma textura monofônica.Em sua primeira fase, a música religiosa conhecida como cantochão não tinha acompanhamento.As melodias fluiam livremente, quase sempre mantendo-se dentro de uma oitava e se desenvolvendo com suavidade, através de interválos de um tom.Os ritmos são irregulares, fazendo de forma livre de acordo com as acentuações das palavras e do ritmo natural da lingua latina, base do canto dessa música. Vale a pena ressaltar que nós estamos no século IX.
A história caminha mostrando a evolução desta música. Agora encontramos o organum paralelo que são as primeiras músicas polifônicas com duas ou mais linhas melódicas tecidas conjuntamente.No século XI surge o organum livre com o objetivo de libertar a voz organal de seu papel como cópia fiel da voz principal.
No começo do século XII surge o organum melismático onde a voz principal passa a ser chamada de tenor.Acima das notas do tenor, longamente sustentadas, uma voz com notas de menor valor se iam desenvolvendo.Esse melodioso grupo de notas cantado numa única sílaba recebeu o nome de melisma.Podemos então notar a criatividade de quem faz música nesses periodos e como cada cenário histórico contribui para a evolução desta arte.
Quero saltar para o século XVI, momento histórico marcante pois se trata da reforma protestante.No campo musical a reforma possibilitou o canto congregacional e o conde zinzendorf
importou para a américa os corais alemães.No século XVII aparecem os hinários.Já no século XVIII João e Carlos Wesley produzem hinos que são cantados até hoje.
Todas essas obras musicais compostas por nossos irmãos em cristo são formadas por melodias apaixonantes e principalmente uma teologia bíblica!!Infelizmente não podemos dizer o mesmo das músicas que ouvimos nas rádios em nosso contexto atual. A igreja pós moderna esta preocupada na busca pela experiência, fazendo uso de letras que falam mais de auto ajuda e motivação do que verdades bíblicas.É hora de analisarmos o que estamos escutando e cantando. Algumas letras só falam de fogo, é fogo aqui é fogo lá... é quinhentos graus de poder, é jesus querendo morrer outra vez são tamanhos os absurdos musicais teológicos que somos coagidos a escutar! Música é ferramenta didática, ela deve ajudar na confissão da nossa fé. Ah! e a chuva? como cantamos e ouvimos sobre chuva em nossos cultos.Que falta de criatividade.Nos tornamos monotemáticos, tanto nas letras quanto nos ritmos.Você notou que só tocamos pop rock?É a influência norte americana sobre os ministérios de música em nosso pais e consequentemente sobre nossas igrejas. Precisamos ter uma teologia da música brasileira e usarmos o que temos de melhor em nossa cultura.
Infelizmente a MPB tem sido um exemplo. A produção musical é de primeira qualidade em sua maioria refiro-me a Progressão Harmônica e arranjos tanto instrumentais quanto vocais.
O texto de 1°crônicas 25:7 nos mostra que os filhos de asafe eram instruídos no canto do senhor e todos eles mestres, isto quer dizer que eles tinham plena consciência do que estavam fazendo e pra quem estavam fazendo.Havia preparação! eles não eram um qualquer, não faziam música comercial com três acordes e uma letra inconcebível.
Queridos leitores, penerem o que vocês estão ouvindo analisem as letras descubram se de fato é verdade o que esta sendo cantado!Se você é músico sua responsabilidade é dobrada, analise o conteúdo arranje as melodias, ouse fazer a diferença pois o nosso Deus merece o melhor!!
Deus te ajude!