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Pastor na Igreja Batista Viva Yahweh Shammah - sede - Bomba do Hemetério - Recife-PE - Casado com Tatiana Santa Cruz e pai de Stefany Victória e Sophia Victória. "Instruir o povo na adoração a Deus e viver a simplicidade do Evangelho de Jesus Cristo é a missão que me foi confiada".

sexta-feira, 18 de março de 2011

IBGE revela que espíritas tem mais renda e escolaridade que evangélicos pentecostais no Brasil

IBGE revela que espíritas tem mais renda e escolaridade que evangélicos pentecostais no BrasilAs famílias chefiadas por uma pessoa que segue religião espírita têm maior rendimento médio mensal (R$ 3.796) do que as mantidas por um evangélico pentecostal (R$ 1.271), segundo Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, divulgada nesta quarta-feira, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O analista socioeconômico do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior, diz que a escolaridade entre as religiões influenciou nos resultados.

“Os maiores rendimentos são dos espíritas muito provavelmente, porque eles têm um grau de escolaridade maior do que os evangélicos pentecostais, que ficaram com a menor renda. Também temos que levar em consideração que as famílias espíritas têm menor concentração de integrantes, 2%, enquanto que as evangélicas de origem pentecostal representam cerca de 11%”, afirmou Freitas.

Em relação às despesas, a pesquisa apontou que as famílias com maiores gastos total também foram aquelas chefiadas por espírita (R$ 3.617), enquanto as com menores gastos foram as evangélicas pentecostais (R$ 1.301).

A maior proporção de famílias (74%) são da religião católica apostólica romana, e seu rendimento médio é de R$ 1.790. Os evangélicos, em geral, atingiram um rendimento médio familiar de R$ 1.500 e representou 17% do grupo familiar entrevistado.

O estudo também se referiu ao item de gastos com pensões, mesadas e doações para as respectivas religiões. As famílias de origem evangélica pentecostal atingiram 21,4 % de despesas com doações (R$ 23), as pertencentes a evangélica de missão atingiram 21,9% (R$ 58) e as outras evangélicas 34% (R$ 59).

Outro destaque da pesquisa foi com o item impostos, cuja referência espírita investiu 44,2% (R$ 236), cerca de três vezes a média do Brasil (R$ 79), brasileiros de outras religiões gastaram 42,9% e os que se declaram sem-religião e não-determinada 42,7%.

O IBGE considera evangélico pentecostal as igrejas Assembléia de Deus, Universal do Reino de Deus, Nova Vida, Cadeia da Prece, Deus é Amor, Evangélico Quadrangular.

A pesquisa aponta as famílias chefiadas por homem têm rendimento 21% do que as mantidas por mulheres, R$ 1.900 contra R$ 1.573, respectivamente.

De acordo com a pesquisa, um outro determinante do rendimento das famílias é a cor ou raça da pessoa de referência. A POF 2002-2003 mostra que famílias chefiadas por brancos possuem um rendimento médio de R$ 2.282, contra R$ 1.264 das mantidas por negros e R$ 1.242 das sustentadas por pardos.

Fonte: Folha

Polêmica da Maçonaria entra nas igrejas evangélicas. Maçom revela haver muitos batistas e presbiterianos nas reuniõesEm matéria realizada pela revista Cristianismo Hoje, a polêmica dos maçons evangélicas fica cada vez mais evidente. Muitos já veem como algo comum no meio e creem que não há problemas ou divergências dentre as duas crenças, visto que muito do que é dito sobre a Ordem Maçonica seria mentira. Abaixo você confere a matéria completa da revista:

Ela costuma causar nos crentes um misto de espanto e rejeição. Pudera – com origens que se perdem nos séculos e um conjunto de ritos que misturam elementos ocultos, boa dose de mistério e uma espécie de panaceia religiosa que faz da figura de Deus um mero arquiteto do universo, a maçonaria é normalmente repudiada pelos evangélicos. Contudo, é impossível negar que a história maçônica caminha de mãos dadas com a do protestantismo. Os redatores do primeiro estatuto da entidade foram o pastor presbiteriano James Anderson, em Londres, na Inglaterra, em 1723, e Jean Desaguliers, um cristão francês. Devido às suas crenças, eles naturalmente introduziram princípios religiosos na nova organização, principalmente devido ao fim a que ela se destinava: a filantropia. O movimento rapidamente encontrou espaço para crescer em nações de tradição protestante, como o Reino Unido e a Alemanha, e mais tarde nos Estados Unidos, com a colonização britânica. Essa relação, contudo, jamais foi escancarada. Muito pelo contrário – para a maior parte dos evangélicos, a maçonaria é vista como uma entidade esotérica, idólatra e carregada de simbologias pagãs.

Isso tem mudado nos últimos tempos. Devido a um movimento de abertura que atinge a maçonaria em todo o mundo, a instituição tem se tornado mais conhecida e perde, pouco a pouco, seu aspecto enigmático. Não-iniciados podem participar de suas reuniões e cada vez mais membros da irmandade assumem a filiação, deixando para trás antigos temores – nunca suficientemente comprovados, diga-se – que garantiam que os desertores pagavam a ousadia com a vida. A abertura traz à tona a uma antiga discussão: afinal, pode um crente ser maçom? Na intenção de manter fidelidade à irmandade que abraçaram, missionários, diáconos e até pastores ligados à maçonaria normalmente optam pelo silêncio. Só que crentes maçons estão fazendo questão de dar as caras, o que tem provocado rebuliço. A Primeira Igreja Batista de Niterói, uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro, vive uma crise interna por conta da presença de maçons em sua liderança. A congregação já estuda até uma mudança em seus estatutos, proibindo que membros da sociedade ocupem qualquer cargo eclesiástico.

Procurada pela reportagem, a Direção da congregação preferiu não comentar o assunto, alegando questões internas. Contudo, vários dos oficiais da igreja são maçons há décadas: “Sou diácono desta igreja há 28 anos e maçom há mais de trinta. Não vejo nenhuma contradição nisso”, diz o policial rodoviário aposentado Adilair Lopes da Silveira, de 58 anos, mestre da Loja Maçônica Silva Jardim, no município de mesmo nome, a 180 quilômetros da capital fluminense. Adilair afirma que há maçons nas igrejas evangélicas de todo Brasil, dezenas deles entre os membros de sua própria congregação e dezesseis entre os 54 membros da loja que frequenta: “Por tradição, a maioria deles é ligada às igrejas Batista ou Presbiteriana. Essas são as duas denominações em que há mais a presença histórica maçônica”, informa.

Um dos poucos crentes maçons que se dispuseram a ser identificados entre os 17 procurados pela reportagem, o ex-policial acredita que a sociedade em geral, e os religiosos em particular, nada têm a perder se deixarem “imagens distorcidas” acerca da instituição de lado. “Há preconceito por que há desconhecimento. Alguns maçons, que queriam criar uma aura de ocultismo sobre eles no passado, acabaram forjando essa coisa de mistério”, avalia. “Já ouvi até histórias de que lidamos com bodes ou imagens de animais. Isso não acontece”, garante. Segundo Adilair, o único mistério que existe de fato diz respeito a determinados toques de mão, palavras e sinais com os quais os maçons se identificam entre si – mas, segundo ele, tudo não passa de zelo pelas ricas tradições do movimento, que, segundo determinadas correntes maçônicas, remontam aos tempos do rei hebreu, Salomão. E, também, para relembrar tempos difíceis. “São práticas que remontam ao passado, já que nós, maçons, fomos muito perseguidos ao longo da história”.

Adilair adianta que não aceitaria uma mudança nos estatutos da igreja para banir maçons da sua liderança. Tanto, que ele e seus colegas de diaconato que pertencem ao grupo preparam-se para, se for o caso, ingressar na Justiça, o que poderia desencadear uma disputa que tende a expor as duas partes em demanda. Eles decidiram encaminhar uma cópia da proposta do regimento ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter. “Haverá uma enxurrada de ações na Justiça se isso for adiante, não tenho dúvidas”, afirma o diácono. A polêmica em torno da adesão de evangélicos à maçonaria já provocou até racha numa das maiores denominações do país, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), no início do século passado (ver abaixo).

O pastor presbiteriano Wilson Ferreira de Souza Neto, de 43 anos, revela que já fez várias entrevistas com o intuito de ser aceito numa loja maçônica do município de Santo André, região metropolitana de São Paulo. O processo está em andamento e ele apenas aguarda reunir recursos para custear a taxa de adesão, importância que é usada na manutenção da loja e nas obras de filantropia: “Ainda não pude disponibilizar uma verba para a cerimônia de iniciação, que pode variar de R$ 1 mil a cinco mil reais e para a mensalidade. No meu caso, o que ainda impede o ingresso na maçonaria é uma questão financeira, e não ideológica” diz Wilson, que é mestre em ciências da religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e estuda o tema há mais de uma década.

“Pessoas próximas sabem que sou maçom e isso inclui vários membros de minha igreja”, continua o religioso. “Alguns já me questionaram sobre isso, mas após várias conversas nas quais eu os esclareci, tudo foi resolvido”. Na mesma linha vai outro colega de ministério que prefere não revelar o nome e que está na maçonaria há sete anos. “Tenho 26 anos de igreja, seis de pastorado e posso garantir que não há nenhuma incompatibilidade de ser maçom e professar a fé salvadora em Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador”, afirma. Ele ocupa o posto de mestre em processo dos graus filosóficos e diz que foi indicado por um pastor amigo. “Só se pode entrar na maçonaria por indicação e, não raro, os pastores se indicam”. Para o pastor, boa parte da intolerância dos crentes em relação à maçonaria provém de informações equivocadas transmitidas por quem não conhece suficientemente o grupo.

“Sem caça às bruxas”

Procurados com insistência pela reportagem, os pastores Roberto Brasileiro e Ludgero Bonilha, respectivamente presidente e secretário-geral do Supremo Concílio da IPB, não retornaram os pedidos de entrevista para falar do envolvimento de pastores da denominação com a maçonaria. Mas o pastor e jornalista André Mello, atualmente à frente da Igreja Presbiteriana de Copacabana, no Rio, concordou em atender CRISTIANISMO HOJE em seu próprio nome. Segundo ele, o assunto é recorrente no seio da denominação. “O último Supremo Concílio decidiu que os maçons devem ser orientados, através do Espírito Santo, sem uso de coerção ou força, para que deixem a maçonaria”, conta Mello, referindo-se ao Documento CIV SC-IPB-2006, que trata do assunto. O texto, em determinado trecho, considera a maçonaria como uma religião de fato e diz que a divindade venerada ali, o Grande Arquiteto do Universo, é uma entidade “vaga”, sem identificação com o Deus soberano, triúno e único dos cristãos.

O pastor, que exerce ainda o cargo de secretário de Mocidade do Presbitério do Rio, lembra que, assim como as diferentes confissões evangélicas têm liturgias variadas e suas áreas de conflito, as lojas maçônicas não podem ser vistas em bloco – e, por isso mesmo, defende moderação no trato da questão. “Vejo algum exagero na perseguição aos maçons, pois estamos tratando de um problema de cem anos atrás, deixando de lado outros problemas reais da atualidade, como a maneira correta de lidar com o homossexualismo”. O pastor diz que há mais presbíteros do que pastores maçons – caso de seu pai, que era diácono e também ligado à associação. “Eu nunca fui maçom, mas descobri coisas curiosas, como por exemplo, o fato de haver líderes maçons de várias igrejas, inclusive daquelas que atacam mais violentamente a maçonaria. “Não acredito que promover caça às bruxas faça bem a nenhum grupo religioso”, encerra o ministro. “Melhor do que aprovar uma declaração contra alguém é procurá-lo, orar por ele, conversar, até ganhar um irmão.”

O presidente do Centro Apologética Cristão de Pesquisa (CACP), pastor João Flávio Martinez, por sua vez, não deixa de fazer sérios questionamentos à presença de evangélicos entre os maçons. “O fato é que, quando falamos em maçonaria, estamos falando de outra religião, que é totalmente diferente do cristianismo. Portanto, é um absurdo sequer admitir que as duas correntes possam andar juntas”. Lembrando que as origens do movimento estão ligadas às crenças misteriosas do passado, Martinez lembra o princípio bíblico de que não se pode seguir a dois senhores. “Estou convencido de que essa entidade contraria elementos básicos do cristianismo. Ela se faz uma religião à medida que adota ritos, símbolos e dogmas, emprestados, muitos deles, do judaísmo e do paganismo”, concorda o pastor batista Irland Pereira de Azevedo.

Aos 76 anos de idade e um dos nomes mais respeitados de denominação no país, Irland estuda o assunto há mais de três décadas e admite que vários pastores de sua geração têm ou já tiveram ligação com a maçonaria. Mas não tem dúvidas acerca de seu caráter espiritual: “Essa instituição contraria os mandamentos divinos ao denominar Deus como grande arquiteto, e não como Criador, conforme as Escrituras”. Embora considere a maçonaria uma entidade séria e com excelentes serviços prestados ao ser humano ao longo da história, ele a desqualifica do ponto de vista teológico e bíblico. “No meu ponto de vista, ela não deve merecer a lealdade de um verdadeiro cristão evangélico. Entendo que em Jesus Cristo e em sua Igreja tenho tudo de que preciso como pessoa: uma doutrina sólida, uma família solidária e razão para viver e servir. Não sou maçom porque minha lealdade a Jesus Cristo e sua igreja é indivisível, exclusiva e inegociável.”

Ligações perigosas

Crentes reunidos à porta de templo da IPI nos anos 1930: denominação surgiu por dissidência em relação à maçonaria.

As relações entre algumas denominações históricas e a maçonaria no Brasil são antigas. Os primeiros missionários americanos que chegaram ao país se estabeleceram em Santa Bárbara (SP), em 1871. Três anos depois, parte desses pioneiros, entre eles o pastor Robert Porter Thomas, fundou também a Loja Maçônica George Washington naquela cidade. O espaço abrigou, em 1880, a reunião de avaliação para aprovação ao ministério de Antônio Teixeira de Albuquerque, o primeiro pastor batista brasileiro. Tanto ele quanto o pastor que o consagrou eram maçons.

Quando o missionário americano Ashbel Green Simonton (1833-1867) chegou ao Brasil, em 12 de agosto de 1859, encontrou, na então província de São Paulo, cerca de 700 alemães protestantes. Sem ter onde reuni-los, Simonton – que mais tarde lançaria as bases da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) – aceitou a oferta de maçons locais que insistiram para que ele usasse sua loja, gratuitamente, para os trabalhos religiosos. A denominação, que abrigava diversos maçons, sofreu uma cisão em 31 de julho de 1903. Um grupo de sete pastores e 11 presbíteros entrou em conflito com o Sínodo da IPB porque a denominação não se opunha a que seus membros e ministros fossem maçons. Foi então fundada a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI).

Ultimamente, a IPB vem reiteradamente confirmando a decisão de impedir que maçons exerçam não só o pastorado, como também cargos eclesiásticos como presbíteros e diáconos. As últimas resoluções do Supremo Concílio sobre o assunto mostram o quanto a maçonaria incomoda a denominação. Na última reunião, ficou estabelecida a incompatibilidade entre algumas doutrinas maçons e a fé cristã. Ficou proibida a aceitação como membros à comunhão da igreja de pessoas oriundas da maçonaria “sem que antes renunciem à confraria” e a eleição, ao oficialato, de candidatos ainda ligados àquela entidade.

Fonte: Cristianismo Hoje

Japão luta para conter vazamento de materiais radioativos


Anciã japonesa enfrenta o frio e a neve para conseguir um pouco d'água

Anciã japonesa enfrenta o frio e a neve para conseguir um pouco d'água

A agência de segurança nuclear do Japão informou que a piscina utilizada para resfriar combustível usado no reator 4 da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada por um terremoto, segue sendo uma grave preocupação. Mais cedo nesta quinta-feira, a agência afirmou que não podia confirmar se há água na piscina. Seis dias depois do início da pior crise nuclear no mundo, após 25 anos, os japoneses iniciaram, nesta quinta-feira, uma série de procedimentos na esperança de diminuir os riscos de vazamento de radiação que, de imediato, já espalha o medo por todo o país.

Baixas concentrações de partículas radioativas, no entanto, estão saindo da usina nuclear danificada em direção ao leste e deverão chegar à América do Norte em alguns dias, previu Lars-Erik De Geer, diretor de pesquisas do Instituto Sueco de Pesquisa em Defesa, uma agência do governo. Ele citou dados de uma rede internacional de estações de monitoramento criada para detectar sinais de testes com armas nucleares. Enfatizando que os níveis detectados não são perigosos à saúde das pessoas, ele previu que as partículas devem seguir viajando pelo Atlântico e eventualmente chegar à Europa.

– Não é algo que você vê normalmente. É somente uma questão de atividade muito, muito baixa, então não é nada com que as pessoas devem se preocupar. No passado, quando eles tinham testes com armas nucleares na China… havia nuvens similares a esta todo o tempo e ninguém se preocupava muito com isso – disse ele por telefone em Estocolmo. De Geer acrescentou estar convencido que, em breve, essas partículas serão detectadas em todo o hemisfério norte.

Antes das declarações de De Geer, o Comitê Regulatório Nuclear dos Estados Unidos aconselhou todos os norte-americanos que vivem perto da usina nuclear de Fukushima, danificada por um terremoto, para que se afastem pelo menos 80 quilômetros do local. O órgão, no entanto, afastou a possibilidade de contaminação nos Estados Unidos.

“Todas as informações disponíveis continuam a indicar que Havaí, Alasca, os territórios dos Estados Unidos e a costa dos Estados Unidos não devem experimentar nenhum nível danoso de radiação”, disse o órgão em comunicado na quarta-feira.

Estoques

O mau funcionamento dos caixas eletrônicos e a ameaça de cortes de energia sobressaltaram nesta quinta-feira a população de Tóquio, onde milhões de pessoas começaram a estocar arroz e outros mantimentos e permanecem trancadas em casa ou aglomeradas nos aeroportos com medo da crise nuclear no Japão. O excesso de transações em algumas agências do banco Mizuho causou a paralisação abrupta de centenas de caixas eletrônicos, e o governo alertou para a possibilidade de grandes apagões, contribuindo com a desordem numa cidade tão habituada à precisão e à eficiência.

Enquanto técnicos lutam para impedir uma catástrofe na usina nuclear de Fukushima, 240 quilômetros ao norte da capital, em Tóquio a calma da população era posta à prova, quase uma semana depois do terremoto de magnitude 8,9 que causou um tsunami e danificou vários reatores da instalação atômica. Alguns moradores estão fugindo, outros solicitaram passaportes, e muita gente estoca o que pode – alimentos, dinheiro ou mesmo ouro, reserva segura em tempos de crise. Num escritório do segundo andar do centro de emissão de passaportes no bairro de Yurakucho, as filas desciam as escadas.

– Não sabemos a razão, mas de repente, desde ontem, tivemos 50% mais gente do que de costume solicitando um passaporte ou pedindo informações sobre como obtê-lo – disse o funcionário Shigeaki Ohashi.

Ruas vazias

Restaurantes normalmente movimentados, que servem sushis e sopas a funcionários de escritórios, ficaram vazios. Muitas escolas estão fechadas. As empresas autorizaram seu pessoal a ficar em casa, e voluntariamente reduziram o consumo de energia. A cidade, habitualmente iluminada por neons, ficou parcialmente escura. O ministro do Comércio, Banri Kaieda, disse que apagões grandes e inesperados são possíveis, embora não muito prováveis.

O banco Mizuho disse que os problemas nos caixas eletrônicos se deveram a uma concentração de operações em algumas agências não identificadas. Os caixas ficaram cerca de duas horas desativados durante a manhã, e voltaram a parar à noite. Era impossível fazer saques em moedas estrangeiras e outras transações.

A busca frenética por arroz, leite e outros alimentos esvaziam as prateleiras de alguns supermercados. Milhares de pessoas compareceram aos aeroportos próximos, mesmo sem passagens, na esperança de reservar voos.

– A vida e a saúde são a prioridade, e não o custo disso, então estou fugindo do Japão, embora eu não queira – disse La Ha-Na, estudante da Coreia do Sul que vive em Tóquio.

A TV mostrou ônibus cheios de pessoas saindo da cidade. Na quinta-feira, a embaixada dos EUA orientou seus cidadãos que estejam num raio de 80 quilômetros em torno da usina de Fukushima a saírem da região ou ficarem dentro de casa, e a Grã-Bretanha também sugeriu a seus cidadãos que “cogitem deixar a área”. Alguns países foram ainda mais longe, pedindo aos seus cidadãos que abandonem o Japão. Os EUA estão fretando aviões para retirar norte-americanos.

Fonte: Correio do Brasil

Japão luta para conter vazamento de materiais radioativos


Anciã japonesa enfrenta o frio e a neve para conseguir um pouco d'água

Anciã japonesa enfrenta o frio e a neve para conseguir um pouco d'água

A agência de segurança nuclear do Japão informou que a piscina utilizada para resfriar combustível usado no reator 4 da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada por um terremoto, segue sendo uma grave preocupação. Mais cedo nesta quinta-feira, a agência afirmou que não podia confirmar se há água na piscina. Seis dias depois do início da pior crise nuclear no mundo, após 25 anos, os japoneses iniciaram, nesta quinta-feira, uma série de procedimentos na esperança de diminuir os riscos de vazamento de radiação que, de imediato, já espalha o medo por todo o país.

Baixas concentrações de partículas radioativas, no entanto, estão saindo da usina nuclear danificada em direção ao leste e deverão chegar à América do Norte em alguns dias, previu Lars-Erik De Geer, diretor de pesquisas do Instituto Sueco de Pesquisa em Defesa, uma agência do governo. Ele citou dados de uma rede internacional de estações de monitoramento criada para detectar sinais de testes com armas nucleares. Enfatizando que os níveis detectados não são perigosos à saúde das pessoas, ele previu que as partículas devem seguir viajando pelo Atlântico e eventualmente chegar à Europa.

– Não é algo que você vê normalmente. É somente uma questão de atividade muito, muito baixa, então não é nada com que as pessoas devem se preocupar. No passado, quando eles tinham testes com armas nucleares na China… havia nuvens similares a esta todo o tempo e ninguém se preocupava muito com isso – disse ele por telefone em Estocolmo. De Geer acrescentou estar convencido que, em breve, essas partículas serão detectadas em todo o hemisfério norte.

Antes das declarações de De Geer, o Comitê Regulatório Nuclear dos Estados Unidos aconselhou todos os norte-americanos que vivem perto da usina nuclear de Fukushima, danificada por um terremoto, para que se afastem pelo menos 80 quilômetros do local. O órgão, no entanto, afastou a possibilidade de contaminação nos Estados Unidos.

“Todas as informações disponíveis continuam a indicar que Havaí, Alasca, os territórios dos Estados Unidos e a costa dos Estados Unidos não devem experimentar nenhum nível danoso de radiação”, disse o órgão em comunicado na quarta-feira.

Estoques

O mau funcionamento dos caixas eletrônicos e a ameaça de cortes de energia sobressaltaram nesta quinta-feira a população de Tóquio, onde milhões de pessoas começaram a estocar arroz e outros mantimentos e permanecem trancadas em casa ou aglomeradas nos aeroportos com medo da crise nuclear no Japão. O excesso de transações em algumas agências do banco Mizuho causou a paralisação abrupta de centenas de caixas eletrônicos, e o governo alertou para a possibilidade de grandes apagões, contribuindo com a desordem numa cidade tão habituada à precisão e à eficiência.

Enquanto técnicos lutam para impedir uma catástrofe na usina nuclear de Fukushima, 240 quilômetros ao norte da capital, em Tóquio a calma da população era posta à prova, quase uma semana depois do terremoto de magnitude 8,9 que causou um tsunami e danificou vários reatores da instalação atômica. Alguns moradores estão fugindo, outros solicitaram passaportes, e muita gente estoca o que pode – alimentos, dinheiro ou mesmo ouro, reserva segura em tempos de crise. Num escritório do segundo andar do centro de emissão de passaportes no bairro de Yurakucho, as filas desciam as escadas.

– Não sabemos a razão, mas de repente, desde ontem, tivemos 50% mais gente do que de costume solicitando um passaporte ou pedindo informações sobre como obtê-lo – disse o funcionário Shigeaki Ohashi.

Ruas vazias

Restaurantes normalmente movimentados, que servem sushis e sopas a funcionários de escritórios, ficaram vazios. Muitas escolas estão fechadas. As empresas autorizaram seu pessoal a ficar em casa, e voluntariamente reduziram o consumo de energia. A cidade, habitualmente iluminada por neons, ficou parcialmente escura. O ministro do Comércio, Banri Kaieda, disse que apagões grandes e inesperados são possíveis, embora não muito prováveis.

O banco Mizuho disse que os problemas nos caixas eletrônicos se deveram a uma concentração de operações em algumas agências não identificadas. Os caixas ficaram cerca de duas horas desativados durante a manhã, e voltaram a parar à noite. Era impossível fazer saques em moedas estrangeiras e outras transações.

A busca frenética por arroz, leite e outros alimentos esvaziam as prateleiras de alguns supermercados. Milhares de pessoas compareceram aos aeroportos próximos, mesmo sem passagens, na esperança de reservar voos.

– A vida e a saúde são a prioridade, e não o custo disso, então estou fugindo do Japão, embora eu não queira – disse La Ha-Na, estudante da Coreia do Sul que vive em Tóquio.

A TV mostrou ônibus cheios de pessoas saindo da cidade. Na quinta-feira, a embaixada dos EUA orientou seus cidadãos que estejam num raio de 80 quilômetros em torno da usina de Fukushima a saírem da região ou ficarem dentro de casa, e a Grã-Bretanha também sugeriu a seus cidadãos que “cogitem deixar a área”. Alguns países foram ainda mais longe, pedindo aos seus cidadãos que abandonem o Japão. Os EUA estão fretando aviões para retirar norte-americanos.

Fonte: Correio do Brasil

sábado, 12 de março de 2011

Japão declara emergência nuclear após terremoto


Milhares de japoneses perderem suas casas, destruídas pelo terremoto e, em seguida, por um tsunami

Milhares de japoneses perderem suas casas, destruídas pelo terremoto e, em seguida, por um tsunami

O governo japonês decretou situação de emergência nuclear depois que pelo menos uma usina no país registrou focos de incêndio, nesta sexta-feira, em consequência do terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter. De acordo com o primeiro-ministro Naoto Kan, uma parcela das usinas nucleares em todo o país teve o funcionamento interrompido e, até o momento, não há registro de vazamento de material radioativo.

Ele informou ainda que foi criada uma central de emergência em resposta ao desastre, chefiada pelo próprio primeiro-ministro.

– Peço às pessoas que permaneçam vigilantes e acompanhem as notícias pela TV e pelo rádio, e peço a todos que mantenham a calma – disse.

A agência portuguesa de notícias Lusa informou que, até o momento, foram confirmadas 40 pessoas em decorrência do tremor, cujo epicentro foi localizado a Nordeste da Ilha de Hoshu, no Oceano Pacífico.

Novos tsunamis

A Agência Nacional Meteorológica do Japão informou, mais cedo, que o país pode ser atingido por novos tsunamis. O alerta foi acionado horas depois do terremoto que provocou a tsunami inicial, deixando um cenário de destruição. A tragédia provocou a morte de 39 pessoas e deixou ao menos 40 desaparecidas. O porta-voz da Agência Nacional Meteorológica do Japão, Hirofumi Yokoyama, fez a advertência sobre o risco de novos tsunamis no país.

– ‘Mais tsunamis estão sendo aguardados. Portanto, nas áreas em que foram dados o alerta de tsunami, por favor permaneçam vigilantes – afirmou Yokoyama.

Segundo o porta-voz, as pessoas que foram retiradas do Leste do país e não devem tentar voltar para os locais em que residiam.

– ‘Por favor, permaneçam nos locais para onde foram deslocados e para áreas onde os tsunamis ainda não chegaram. Existe uma grande probabilidade de que grandes tsunamis possam ocorrer, portanto tenham cuidado –, acrescentou.

Por volta das 15h (horário local) desta sexta-feira, o país foi atingido por um terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter, conforme medição da Agência Meteorológica do Japão, que revisou a magnitude divulgada anteriormente, de 8,4 graus.

O epicentro do terremoto foi na costa próxima à província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital, Tóquio. Logo após o terremoto, a agência meteorológica do país emitiu alerta de tsunami para ondas de até 10 metros em toda a costa do Pacífico.

América do Sul

O tsunami que avança pelo Oceano Pacífico, gerado pelo forte terremoto que atingiu o Japão, pode chegar à costa da América do Sul. O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico divulgou um alerta dizendo que a gigantesca onda pode chegar ao Chile, ao Equador, à Colômbia e ao Peru.

De acordo com o boletim, a alta magnitude do tremor e as leituras dos níveis do mar indicam que o tsunami pode causar ”amplo estrago”. Ainda segundo o alerta, o tsunami ameaça também países próximos ao Japão, como Filipinas e Rússia, e países das Américas com costas no Oceano Pacífico, como México, El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, Panamá e Honduras.

Representantes do governo da Rússia nas Ilhas de Sakhalin, no extremo leste do país, promoveram a retirada de cerca de 11 mil moradores na região costeira, antecipando a chegada do tsunami que promoveu destruição no Japão.

Autoridades das Filipinas ordenaram a evacuação de comunidades na região costeira ao leste do país.

Fonte: Correio do Brasil