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domingo, 19 de dezembro de 2010

O Brasil ainda é "nota 0" na educação!

SEGUNDO O THE ECONOMIST, ESCOLAS DO BRASIL PROGREDIRAM: SAÍRAM DO NÍVEL “DESASTROSO” PARA O “MUITO RUIM”

Em edição publicada nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pelaOrganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve “ganhos sólidos” na última década. Ainda assim, a revista afirma que “o progresso recente meramente elevou o nível das escolas de desastroso para muito ruim”. A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira, do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência.

O desempenho do país em cada uma das três áreas foi, em média, 20 pontos superior ao registrado no último teste, em 2006. O resultado fez com que a OCDE considerasse que o caso brasileiro revelava “lições encorajadoras”. Em entrevista à Economist, a pesquisadora Barbara Bruns, do Banco Mundial, cita entre os motivos para a melhoria o sistema brasileiro de avaliação escolar, criado há 15 anos. “De um ponto de partida em que não havia nenhuma informação sobre o aprendizado do estudante, as duas (últimas) presidências construíram um dos sistemas de medição de resultados educacionais mais impressionantes do mundo”, disse ela. Apesar do avanço, a revista diz que dois terços dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer qualquer coisa além de aritmética básica.

“Mesmo escolas privadas e pagas são medíocres. Seus pupilos vêm das casas mais ricas, mas eles se tornam jovens de 15 anos que não se saem melhor que um adolescente médio da OCDE”, afirma a publicação. Segundo a Economist, uma das razões para a má qualidade do ensino é o desperdício de dinheiro. “Como os professores se aposentam com salários integrais após 25 anos para mulheres e 30 para homens, até a metade dos orçamentos da escola vai para as aposentadorias”, diz a revista.

A publicação afirma ainda que, exceto em poucos locais, professores podem faltar em 40 dos 200 dias escolares sem ter o salário descontado. A Economist diz que o país estabeleceu a meta de alcançar a média da OCDE na próxima década, mas alerta que, “no ritmo atual, chegará só até a metade do caminho”. A solução, aponta a revista, é propagar iniciativas como a da cidade do Rio (que combate a falta de professores dando pagando bônus às escolas que atingirem metas) e a do Estado de São Paulo (que criou plano de carreira a professores que vão bem em testes de conhecimento). “Se o Brasil alcançar a nota, será porque conseguiu espalhar essas práticas inovadoras por todos os cantos”, conclui a revista.

Lista oficial do PISA:

PosiçãoPaísPontos
1*China (Xangai) *556
2Coreia (do Sul)539
3Finlândia536
4China (Hong Kong) **533
5Cingapura526
6Canadá524
7Nova Zelândia521
8Japão520
9Austrália515
10Holanda508
11Bélgica506
12Noruega503
13Estônia501
14Suíça501
15Polônia500
16Islândia500
17Estados Unidos500
18Liechtenstein499
19Suécia497
20Alemanha497
21Irlanda496
22França496
23Taiwan495
24Dinamarca495
25Reino Unido494
26Hungria494
27Portugal489
28China (Macau)**487
29Itália486
30Letônia484
31Eslovênia483
32Grécia483
33Espanha481
34República Tcheca478
35Eslováquia477
36Croácia476
37Israel474
38Luxemburgo472
39Áustria470
40Lituânia468
41Turquia464
42Emirados Árabes Unidos459
43Rússia459
44Chile449
45Sérvia442
46Bulgária429
47Uruguai426
48México425
49Romênia424
50Tailândia421
51Trinidad e Tobago416
52Colômbia413
53Brasil412
54Montenegro408
55Jordânia405
56Tunísia404
57Indonésia402
58Argentina398
59Casaquistão390
60Albânia385
61Qatar372
62Panamá371
63Peru370
64Azerbaijão362
65Quirguistão314

Fonte: BBC Brasil

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